Burnout
Burnout: quando trabalhar deixou de ser cansaço e virou exaustão
12 Jun 2026 · 7 min de leitura

Burnout não é estar cansada na sexta-feira. É acordar na segunda já esgotada, sem energia para o que antes fazia sentido.
A Organização Mundial da Saúde classifica o burnout como uma síndrome ocupacional, marcada por três eixos: exaustão profunda, distanciamento mental do trabalho (cinismo) e queda na sensação de realização profissional.
Diferente do estresse pontual, o burnout se instala devagar. Começa como dedicação acima da média, vira hiperresponsabilidade, passa por insônia e irritabilidade — e desemboca em um cansaço que o fim de semana não resolve.
Mulheres em cargos de cuidado (saúde, educação, gestão de pessoas, maternidade) são especialmente vulneráveis, porque o esgotamento do trabalho remunerado se soma à carga mental doméstica invisível.
Sair do burnout exige mais do que férias. Exige revisar acordos internos ('eu preciso dar conta de tudo'), repactuar limites profissionais e, muitas vezes, reorganizar a vida em torno de um descanso real, não performático.
Na psicoterapia, o foco está em identificar os padrões que sustentam o esgotamento e construir formas sustentáveis de trabalhar — sem que isso custe sua saúde mental.
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A psicoterapia é um espaço para olhar com calma para o que te cansa — e construir caminhos de cuidado.
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